Mario Party Superstars – Análise
Mario Party é uma das séries mais regulares nas consolas da Nintendo. A sua última entrada na Nintendo Switch foi bem recebida, com a ressalva que o seu uso das capacidades dos Joy-Con torna-o menos acessível aos jogadores com uma Switch Lite. Super Mario Superstars segue um percurso diferente, mais convencional, que junta as melhores ideias de Mario Party: The Top 100 com a jogabilidade dos primeiros títulos da série.

O conceito é simples: a obra encontra-se organizada sob a forma de um jogo de tabuleiro com personagens icónicas da Nintendo onde competimos por estrelas, ganhando quem no final quem tiver mais. Os tabuleiros disponíveis nesta edição são atualizações de alguns dos tabuleiros mais conhecidos da série e com melhorias que vão além de uma atualização gráfica. O equilíbrio de eventos é mais visível, o que torna o jogo muito dinâmico e fluido. Há sempre algo de novo e interessante a acontecer, o que torna as sessões multijogador memoráveis e divertidas, como se espera. A experiência da série está bem patente na jogabilidade e opções, ainda que seja impossível evitar alguns problemas. Certos minijogos colocam um jogador contra três adversários, o que desequilibra bastante o nível de desafio. Se qualquer jogo onde se recorre ao lançamento de dados conta sempre com algum nível de arbitrariedade, os minijogos deveriam premiar a execução, e isto pode não agradar aos jogadores mais competitivos.

Os jogadores à procura de uma experiência mais simples têm aqui uma obra divertida e extremamente acessível. Os minijogos são variados e muito competentes, e é possível saltar o percurso do tabuleiro, fazendo do jogo uma experiência inteiramente à base dos desafios propriamente ditos na Montanha Minijogos, algo que é bastante interessante tanto a solo como em multijogador, e onde é possível jogar numa modalidade mais livre, em sobrevivência, de uma maneira mais desportiva, entre outras. Se a Nintendo Switch Lite tinha alguns obstáculos pela frente com Super Mario Party, em Superstars os controlos são exclusivamente por botões. Na componente multijogador, cada um usa a sua consola de forma individual.
Também se encontram opções online e a comunidade ativa tem dimensões generosas. Existem alguns problemas de fluidez que prejudicam a experiência, o que em certos momentos pode ser particularmente problemático dadas as características dos minijogos. A direção artística e realização gráfica representam e superam de forma exemplar o que é habitual na Nintendo. Visualmente este é um dos jogos mais bem conseguidos na Nintendo Switch, e é particularmente impressionante quando comparado com Super Mario Party, que já era um jogo competente neste aspeto. De salientar ainda a presença da língua portuguesa (embora do Brasil) nos idiomas do jogo, o que o torna mais acessível a todos os tipos de público.
CONCLUSÃO
CONCLUSÃOPontos positivos
- Jogo traduzido para português
- Melhorias significativas nos tabuleiros anteriores
- Seleção de minijogos para todos os gostos
Pontos negativos
- Problemas técnicos online
- Minijogos de equipas prejudicam competitividade

Após passar grande parte da sua infância em Hyrule e no Mushroom Kingdom dedica-se agora a explorar o vasto universo digital que o rodeia. Embora seja entusiasta de novos títulos é possível encontrá-lo frequentemente a revisitar os clássicos.