Dying Light: Platinum Edition – Análise
NOTA: Dying Light: Platinum Edition de momento não se encontra disponível na eShop da Nintendo Switch no continente europeu.
Com quase meia-década de vida, a Nintendo Switch tem recebido muitas adaptações de jogos anteriormente disponíveis noutras plataformas. São adaptações que frequentemente deixam a desejar devido às limitações técnicas impostas pela consola, mas com bons conhecimentos do hardware e um trabalho dedicado é possível trazer jogos que à partida pareciam impossíveis de exibir um desempenho satisfatório na consola da Nintendo. DOOM, DOOM Eternal e The Witcher 3 são cabeças de cartaz que vêm imediatamente à cabeça, e agora junta-se-lhes Dying Light: Platinum Edition.

Produzido pela Techland, Dying Light dispensa grandes apresentações. Foi originalmente lançado no PC, PlayStation 4 e Xbox One em 2015 e rapidamente captou o interesse dos jogadores e da crítica. Neste jogo, Harran, uma cidade turca, é afetada por um vírus que transforma as pessoas em mortos-vivos. Os eventos ocorrem após a epidemia, tendo o Ministério da Defesa colocado a cidade sob quarentena para impedir a circulação de pessoas. No entanto a Organização de Assistência Mundial envia frequentemente apoio aos sobreviventes. Aqui entra a personagem do jogador, Kyle Crane, um agente da dita organização, que procura uma cura para o fatídico virus. Obviamente que as coisas não correm como se espera… À partida a temática pode parecer genérica, uma já muito batida ameaça zombie, e o enredo não é o seu elemento mais memorável.

Dying Light mostra a sua força nas mecânicas e na jogabilidade. É uma fusão de estilos, um jogo de ação e sobrevivência em mundo aberto, na primeira pessoa, com elementos RPG, e muito “parkour”. Conta com um sistema de progressão robusto e com três aspetos a evoluir: Sobrevivência, Agilidade e Poder. O sistema de criação de itens também é bastante competente, é possível encontrar objetos pelos cenários que ajudam a melhorar as armas e criar bombas de som, fundamentais para atrair os zombies, kits médicos, cocktails molotov, e outros objetos úteis para avançar na aventura. Mas o grande destaque vai para a junção entre “parkour” e o ciclo de dia e noite de Dying Light. Saltar entre edifícios é a forma mais eficiente de superar os objetivos. Os combates tendem a ser difíceis e a oferta de munições é parca. Ainda para mais, durante a noite os zombies são muito perigosos, mais rápidos e resistentes, tornando esses períodos do dia altamente tensos. Todas as mecânicas funcionam de forma complementar e a sobrevivência é um foco constante neste jogo.
Esta Platinum Edition traz todos os conteúdos lançados nos últimos seis anos, pelo que há aqui material para dezenas de horas. Conta ainda com opções cooperativas locais e online, e com o modo competitivo “Be the Zombie”. Este último permite que um jogador se converta num morto-vivo letal e poderoso e invada o mundo de jogo de um outro jogador.
A entrada de Dying Light na Nintendo Switch impressiona, sobretudo se jogado no modelo novo com ecrã OLED. Ter esta obra completa e completamente reconhecível num hardware menos avançado mostra um esforço notável da equipa de produção. É um jogo que tenta e consegue com algum sucesso manter a fasquia próxima dos 30 fotogramas por segundo, embora com algumas quebras mas nada de demasiado drástico.
CONCLUSÃO
CONCLUSÃOPontos positivos
- Adaptação de qualidade elevada
- Jogabilidade profunda
- Horas e horas de conteúdo
Pontos negativos
- Algumas quebras de fluidez
- Temática algo batida

Calorias, nutrientes e Nintendo. Três palavras que definem o maior fã de F-Zero cá do sítio. Adepto de hábitos alimentares saudáveis, quando não anda atrás de uma balança, costuma estar ocupado com as notícias mais prementes e as análises mais exigentes.