The Cruel King and the Great Hero – Análise
Pelas mãos da NIS America chega ao catálogo da Nintendo Switch The Cruel King and the Great Hero, um RPG que se destaca desde logo por uma direção artística reminiscente de contos infantis. Sob esta capa inocente de figuras pintadas à mão encontramos um jogo bastante completo, com um sistema de combate por turnos dotado de alguma complexidade estratégica mas cujo nível de dificuldade permite quase sempre uma abordagem mais linear. As suas mecânicas são explicadas numa fase inicial durante um extenso tutorial que peca por excesso e que procura explicar tudo com a maior minúcia.

Os combates com os “bosses” finais são memoráveis e exigentes mas se o jogador investir na evolução das personagens, o nível de dificuldade global acaba por ser bastante reduzido. O ritmo de combate é demasiado lento, e dada a necessidade de entrar frequentemente em combate, quer por obrigação do jogo ou de forma estratégica, torna a experiência demasiado repetitiva e tarefeira em muitos momentos. Não é só o ritmo de combate que é lento mas também a exploração e desenvolvimento do enredo. Enredo esse que é forte e um dos elementos de destaque, e a curiosidade consegue motivar o jogador a avançar, mas a cadência de eventos é um dos maiores pontos negativos. Os pontos de salvaguarda automática deveriam ser mais frequentes e é comum termos de repetir um grande troço das masmorras após perder um combate.
A banda sonora acompanha bem a direção artística e é um dos pontos altos do jogo, além do enredo que é argumento suficiente para dar destaque a The Cruel King and the Great Hero. No entanto e comparado com os seus pares, um ritmo de jogo lento e um sistema de combate mais singelo podem afastar os jogadores mais versados.
CONCLUSÃO
CONCLUSÃOPontos positivos
- Direção artística
- Enredo apelativo
- Acessivel a públicos menos experientes
Pontos negativos
- Ritmo de jogo demasiado lento
- Baixo nível de desafio
- Poucos pontos de salvaguarda

Após passar grande parte da sua infância em Hyrule e no Mushroom Kingdom dedica-se agora a explorar o vasto universo digital que o rodeia. Embora seja entusiasta de novos títulos é possível encontrá-lo frequentemente a revisitar os clássicos.