Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge – Análise
Teenage Mutant Ninja Turtles, ou Tartarugas Ninja como em Portugal são recordadas, é um nome extremamente popular em vários meios, desde animação, cinema, banda desenhada aos videojogos. A sua manifestação mais conhecida é a série de animação do final da década de 1980 e início da década de 1990 e Turtles in Time, o “beat’em up” de 1991 para as salas de arcada e com base na série de animação, é o videojogo mais adorado com os quatro heróis verdes. É nesta onda que a Tribute Games nos traz Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge, um herdeiro daquela fórmula com uma nova aventura, mantendo muitas das características que fizeram tanto sucesso no passado.

O jogo encontra-se organizado em duas modalidades: uma que coloca o jogador a avançar de um nível ao outro com um número limitado de vidas até chegarmos ao fim, à semelhança dos jogos para salas de arcada; outra com um enredo de fundo e que apresenta os níveis sob a forma de um mapa. O desenho dos níveis é reminiscente de “beat’em ups” para NES e SNES com um tratamento moderno, apresentando inimigos variados, elementos escondidos e muitos objetos colecionáveis para descobrir. De regresso estão também os níveis percorridos de “skate”, que proporcionam experiências dinâmicas e divertidas. Não há como negar, os níveis em Shredder’s Revenge são muitíssimo bem desenhados e executados.

Visualmente estamos perante um jogo que deu um salto qualitativo significativo em relação à sua inspiração e que tem um aspeto belíssimo, exibindo animações fluidas e variadas por parte dos protagonistas e inimigos. O sistema de combate é bastante simples e acessível mas permite uma maior profundidade a quem goste de usar combos e ataques especiais. Cada personagem tem ataques individuais e de alcance diferente, o que é um incentivo a explorá-las todas. O multijogador em co-op permite um máximo de seis jogadores em simultâneo para uma experiência muito divertida que inclui ataques combinados com os nossos companheiros de jogo, baseados em ataques como o “Shell Shock”. Isto é sem qualquer dúvida ouro sobre azul.
Se visualmente e do ponto de vista técnico Shredder’s Revenge é uma obra irrepreensível, a componente áudio é também um elemento de destaque. Desde o elenco de vozes, composto pelos atores que dão voz às quatro tartarugas na série de animação, às faixas musicais memoráveis, a atenção dedicada a cada pormenor pela Tribute Games é impressionante. A versão Switch além de igualar as outras em qualidade e conteúdo, traz ainda a possibilidade de se jogar em qualquer lado e a versatilidade dos Joy-Con para a componente multijogador. O resultado de todos estes elementos é nada menos que um dos melhores “beat’em ups” em mais de dez anos.
CONCLUSÃO
CONCLUSÃOPontos positivos
- Equilíbrio entre fórmula moderna e nostalgia
- Sistema de combate
- Multijogador cooperativo
- Ambiente audiovisual
Pontos negativos
- O que é bom acaba depressa

Após passar grande parte da sua infância em Hyrule e no Mushroom Kingdom dedica-se agora a explorar o vasto universo digital que o rodeia. Embora seja entusiasta de novos títulos é possível encontrá-lo frequentemente a revisitar os clássicos.