Aquarist – Análise
Aquarist é um jogo que simula a criação de ecossistemas e traz uma experiência envolvente aos apreciadores da vida marinha. Os jogadores são convidados a explorar e a personalizar os seus aquários virtuais, enquanto assumem o papel de um jovem biólogo marinho em ascensão.

O jogo começa no nosso décimo sexto aniversário, quando recebemos um aquário. A progressão é lenta mas satisfatória e equilibrada, e transmite a sensação de estarmos a iniciar um pequeno projeto pessoal com base num aquário caseiro. O jogo faz um excelente trabalho em transmitir as vivências do aquarismo e expande-o até atingirmos uma dimensão comparável aos aquários gigantes, transportando-nos para um mundo maravilhoso repleto de descobertas. A personalização vai além dos peixes e dos aquários, e inclui a liberdade de projetarmos e adaptarmos o nosso laboratório marinho com decorações, plantas e corais diferentes. Embora Aquarist não explore mais do que o óbvio, consegue sempre proporcionar uma boa motivação para explorarmos o mundo submarino mais a fundo, começando num pequeno aquário no nosso quarto, passando para a nossa própria galeria, até chegarmos ao nosso oceanário.

Vamos também determinar a gestão financeira, ainda que a grande maioria do jogo verse sobre a manutenção do aquário. A variedade de peixes é grande e as suas características devem ser respeitadas para evitar óbitos. Temos muitas opções neste domínio, onde se incluem água doce ou salgada, ou diferentes espectros de temperatura para peixes tropicais ou de zonas mais frias. Os controlos são algo problemáticos e requerem um período de habituação extenso, e não raras vezes ganham vida própria. Apesar disso, permitem uma interação interessante com o ambiente do aquário, ainda que deixem a sensação que o jogo beneficiaria bastante do uso dos controlos tácteis da consola quando jogada na sua vertente portátil.
A qualidade visual de Aquarist é algo datada, o que é de lamentar pois este é um jogo onde faria uma grande diferença ter um ambiente gráfico pormenorizado nos peixes, nas texturas dos recifes de coral, e nas cores garridas. A banda sonora não emociona, mas não é esse o seu propósito, o fundo musical adapta-se de acordo com as circunstâncias do jogo e complementa a jogabilidade, o que ajuda a descontrair enquanto cuidamos do nosso ecossistema marinho.
CONCLUSÃO
CONCLUSÃOPontos positivos
- Variedade de opções enorme
- Progressão equilibrada
Pontos negativos
- Ambiente visual algo datado
- Controlos pouco apurados

Após passar grande parte da sua infância em Hyrule e no Mushroom Kingdom dedica-se agora a explorar o vasto universo digital que o rodeia. Embora seja entusiasta de novos títulos é possível encontrá-lo frequentemente a revisitar os clássicos.